Como a cultura organizacional molda a motivação dos funcionários

Muitos líderes defendem que uma forte cultura organizacional é necessária para que os funcionários sintam-se mais motivados. Afinal, funcionários motivados trabalham com muito mais satisfação e comprometimento.  No entanto, a maioria dos líderes não sabe muito bem como construir isso na prática. Dessa forma, saber como desenvolver uma cultura de alto desempenho é considerada, hoje, uma poderosa vantagem competitiva nas organizações.

Líderes podem construir – e manter – uma cultura de alto desempenho na equipe

Em um artigo para a Harvard Business Review, os co-autores do livro “Primed to Perform: How to Build the Highest Performing Cultures Through the Science of Total Motivation”, Lindsay McGregor e Neel Doshi, explicam como isso é possível.

Baseados em pesquisas, eles descobriram que três motivos tendem a aumentar diretamente a motivação e o desempenho dos colaboradores:

  • Jogo: quando o funcionário é motivado pelo trabalho em si, ele trabalha simplesmente porque gosta do que faz. Isto se relaciona com o nosso instinto de aprendizagem, nossa curiosidade, experimentação e vontade de explorar problemas desafiadores.
  • Propósito: quando o resultado direto do trabalho tem a ver com quem o colaborador é, com a sua identidade. Ele trabalha porque valoriza o impacto dos resultados que sua atividade lhe traz.
  • Potencial: quando os resultados do trabalho do colaborador beneficia quem ele é. Com isso, a atividade que ele desempenha na empresa aumenta o seu potencial.

Por outro lado, existem motivos que tendem a reduzir indiretamente a motivação dos funcionários, que não estão pensando no trabalho em si e nos resultados que ele pode gerar para eles e para a empresa. São os seguintes, de acordo com o artigo:

  • Pressão emocional: quando o funcionário trabalha porque alguma força externa ameaça sua identidade, quem ele é. Por exemplo, se outro colaborador, ou até mesmo o gestor, usa o sentimento de culpa, de medo, ou vergonha contra o funcionário para que ele trabalhe de determinada maneira.
  • Pressão econômica: quando o colaborador trabalha para receber uma recompensa ou para evitar uma punição. O motivo para o trabalho também é por conta de uma força externa.
  • Inércia: acontece quando o motivo para se trabalhar é tão distante do trabalho e da identidade do colaborador que ele não consegue identificar porque ele está trabalhando na empresa.

Diante disso, é importante destacar que as culturas empresariais que inspiram mais as motivações do jogo, do propósito e do potencial, e minimizam a pressão emocional, econômica e a inércia nos funcionários tendem a criar um estado de motivação total em toda a equipe, que produz melhores resultados para os clientes.


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